Este espaço será para compartilhar idéias, sonhos, utopias, experiências da vida social entre o passado e o presente por meio das linguagens cinematográficas e geográficas. O Geo In Cena é a representação da vida. Por isso, este Blog foi criado com o intuito de reaproximar essas duas linguagens como expressão dos diálogos entre diferentes personagens e seus leitores e leitoras..
terça-feira, 28 de abril de 2020
Pescadores artesanais do Paraíba do Sul
Este pequeno documentário apresenta a luta diária dos pescadores artesanais do Rio Paraíba do Sul em Campos dos Goytacazes.
Uma possível visão do filme O poço a luz das lutas da sociedade de classe
O filme O Poço, produzido no País Basco, em território espanhol é o verdadeiro retrato da luta de classe na atual fase do capitalismo moderno. A obra apresenta como metáfora, um sistema prisional em que diferentes sujeitos se alimentam de pratos dos grandes chefes de cozinhas internacionais nos primeiros andares do prédio. As pessoas que estão nos primeiros andares desse sistema, acreditam cegamente que elas merecem comer bem, uma vez que as pessoas dos andares debaixo comerão seus restos ou aquilo que elas rejeitaram. Mas, quem disse que algumas pessoas merecem se alimentar e outras não? A essa altura do filme, lá pelo 45º andar, haja estômago para ver as pessoas comendo os restos de comida, ora mijados e cágados que segue abaixo por uma mesa flutuante para os andares inferiores.
Seguindo aos andares mais profundos, o que vemos é a miséria humana produzida por um sistema econômico perverso, e este revela o que vemos a todo momento nas ruas e favelas das cidades do mundo e sobretudo no Brasil. Um país marcado historicamente 500 anos por saques, violência, subtrações e submissão. Além disso, nossa história foi reforçada pelo autoritarismo, que tem embaçado muitos corações e mentes, quando o assunto é ver como as pessoas que vivem à margem do sistema, tentam clamar por seus direitos fundamentais, tais como, habitação, terra, educação, saúde, entre outros. Nesse sentido, trazendo para os últimos acontecimentos no último domingo quando do pedido pela volta da intervenção militar e o AI-5, por uma parcela da população - essa mesma que subtraiu o verde e amarelo - de fato, não queira sequer enxergar a miséria do nosso povo e suas reais necessidades. Preferem se esconder em seus condomínios fortificados.
Ao longo do filme, diversas vezes os personagens são desafiados por uma voz e a ideia de uma criança “imaginária” no fundo do poço. Esse elemento segue por quase toda a narrativa, colocando em dúvida a existência e a veracidade dos fatos marcados pelo individualismo.Em minha leitura, o filme O poço é o retrato temporalizado também do Brasil, este marcado pela ignorância, o negacionismo histórico e científico, o do lucro e privilégio de alguns acima da vida de tantos outros e outras.
Contudo, o filme nos convida a revisitar os princípios civilizatórios e a construção de um outro tipo de sociedade, mais fraterna e solidária e fundada no direito à vida.
Que se faça a divisão igual da terra e de tudo que a partir dela é produzido pela humanidade.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Geografia Urbana e a favelização - modo de vida
Harmonia da (des)ordem, o documentário busca apresentar a dimensão da favela pelos próprios moradores. Os roteiristas foram formados na própria comunidade.
A floresta sangra - Não manchem suas mãos com sangue!
No dia 12 de fevereiro de 2005, irmã Dorothy Stang, uma freira norte-americana de 73 anos, naturalizada brasileira, foi baleada 6 vezes e abandonada á beira de uma estrada da Floresta Amazônica.
Quem era essa mulher e por que ela foi assassinada? O que será feito a respeito deste crime? As respostas talvez impliquem no próprio destino da floresta.
Mataram Irmã Dorothy é um documentário longa-metragem impactante, de conteúdo dramático, que investiga e acompanha o julgamento dos assassinos da irmã e faz uma análise do seu trabalho na Amazõnia.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Documentário 18J
Este filme apresenta o contexto de um atentado antissemita por toda a Argentina. O filme é de uma estética primorosa e as imagens possuem palavras, cheiros, dores e outras sensações...
domingo, 2 de março de 2008
PROJETOS PRODUZIDOS
1 - That Girl from Rio - longa-metragem (Brasil/Inglaterra)
2 - Produção Net TV -TV
3 - Wyclief PEPSI - publicidade
4 - Budweiser - publicidade
5 - Avec Rodhia - institucional
6 - Cerveja SOL - publicidade
7 - Bufo - longa-metragem
8 - Bukassa - "Quero Viver"- vídeo-clip
9 - Natiruts - "Andei Só" - vídeo-clip
10 - The Amazing Race - Reallity show - TV (CBS/EUA)
2 - Produção Net TV -TV
3 - Wyclief PEPSI - publicidade
4 - Budweiser - publicidade
5 - Avec Rodhia - institucional
6 - Cerveja SOL - publicidade
7 - Bufo - longa-metragem
8 - Bukassa - "Quero Viver"- vídeo-clip
9 - Natiruts - "Andei Só" - vídeo-clip
10 - The Amazing Race - Reallity show - TV (CBS/EUA)
MULTITERRITORIALIDADE

O caçador de pipas revela ao público questões elementares e muito atuais acerca da definição de grupos étnicos e de identidade étnica existentes na sociedade mundial. O argumento leva em consideração a própria condição da existência humana, organizada em redes descontínuas do processo de organização do espaço mundial. Valores, conflitos, códigos que ordenem e regulamentem tal existência é explorada pelo diretor na composição de sua linguagem filmográfica. A partir de um excelente argumento e um lindo conjuntos de quadros, o filme traduz com perfeição a complexidade e a grande dificuldade das instituições, religiosas, estatais e dos valores morais em organizar múltiplas identidades sob o mesmo "território". Entenda como Território, assim, em qualquer acepção, tem a ver com poder, mas não apenas ao tradicional “poder político”. Ele diz respeito tanto ao poder no sentido mais concreto, de dominação, quanto ao poder no sentido mais simbólico, de apropriação e o outro relacionado ao valor de troca, portanto cultural. E sendo a construção de um território múltiplo, a multiterritorialidade representada no filme emerge da necessidade humana em experimentar interrelacionar vários territórios para identificar a existência e distinção de grupos e apropriações no espaço social. Portanto, a filmografia surge como um importantíssimo instrumento de ensino e reflexão para redesenharmos novos rumos para a educação e para a sociedade global.
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